quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Épico - Conor Kostick

Um livro que nem todo mundo conhece, particularmente espetacular, sobre jogos de videogame, inteligência artificial, pacifismo e política.

Começo:
"Uma névoa marinha cobriu a janela da cozinha da fazenda com minúsculas gostas de chuva. Erik tentava não pensar na terrível aposta feita por sua mãe e concentrava, inquieto, sua atenção nas gotículas. Ele estava sentado, completamente imóvel, observando as gostas d'agua que se juntavam em pingos cada vez maiores, até que um deles tornava-se pesado o bastante para escorrer vidro abaixo, descendo mais e mais rápido ao absorver outras gotas em seu caminho - um evento catastrófico no mundo das incontáveis gotículas de chuva.

Meio:
" As docas de Newhaven estavam mais movimentadas do que num dia de festa; multidões de jogadores cinzentos e coloridos personagens do jogo estavam reunidas para presenciar o começo da muito-comentada aventura de Cindella, a Matadora de Dragões. Cartomantes montaram tendas que emanavam a fragrância de óleos estranhos e o formigamento de mágica; vendedores de comida que chegaram cedo para garantir os melhores lugares, estavam ocupados vendendo coelhos e peixes grelhados; e por toda a multidão, garotos de rua, acompanhados de seus mestres mais experientes, praticavam a antiga arte de bater carteiras."

Fim:
"-Você sabe, eu vou sentir saudade do seu guerreiro cabeça-de-balde - Erik comentou animado.
- Eu não - Bjorn serviu-se de mais um pedçao de bolo.
-E eu vou sentir muita saudade de Cindella - Erik continuou. - Quando estava com ela, eu me sentia como se pudesse fazer qualquer coisa no mundo. Ela era tão corajosa, inteligente e versátil.
-Não - Injeborg olhou para ele, seus olhos azuis cheios de afeto. - Esse era você."

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